quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Resenha #32 A 5ª Onda, de Rick Yancey



Sinopse: Depois da primeira onda, só restou a escuridão. Depois da segunda onda, somente os que tiveram sorte sobreviveram. Depois da terceira onda, somente os que não tiveram sorte sobreviveram. Depois da quarta onda, só há uma regra: não confie em ninguém. Agora A Quinta Onda está começando... Cassie está sozinha, fugindo dos Outros. Um inimigo que parece humano, que espreita em todos os lugares, pronto para aniquilar os últimos sobreviventes. Permanecer sozinha é permanecer viva - Cassie acredita nisso até encontrar Evan Walker. Mas será que ela pode confiar nele? Será que ele pode ajudá-la a resgatar o irmão? Chegou o momento em que Cassie deve escolher entre a esperança ou o desespero, entre enfrentar os Outros ou se render ao seu destino, entre a vida ou a morte. Entre desistir ou lutar!






Leia e descubra um ótimo livro.



A 5ª Onda é um livro pós-apocalíptico sobre alienígenas e sua bem-sucedida invasão a Terra. A humanidade é quase dizimada, bilhões são mortos. E assim começa esse livro com ótimo diálogos e a escrita bem desenvolvida. Eu gostei daquele momento em que percebi como título entrou em jogo e vamos vendo o inicio de cada Onda. Esse livro não é apenas sobre ação e aventura de uma invasão alienígena. Pelo contrario, é sobre a luta interna e evolução de seus sobreviventes humanos. 


Os personagens principais são Cassie e Zombie. Cassie sendo uma das sobreviventes, está determinada a se vingar. Ela é uma daquelas heroínas que acompanhamos e nos apegamos, ela também possui uma determinação feroz . E Zombie um personagem fantástico. Ele é um humano que trabalha em uma base militar treinando outros recrutas para matar pessoas. E também gostei do irmão  mais novo de Cassie, Sammy.

A primeira parte do romance explora Cassie e  sua família - ou o que sobrou dela. Famílias foram literalmente dilaceradas. Cassie tem  a sorte de ter  um vínculo tão poderoso, que é o amor pelo irmão e agarra-se a isso, e sente muita saudade dele.

E podemos falar do Evan?
Evan é o cara que Cassie acaba encontrando em um momento tenso. Mesmo com tudo acontecendo ela começa a sentir algo por ele. E ela não se sente incomodada pelo fato de quando ela estava inconsciente, ele a despiu e colocou na camisola que pertencia a irmã morta dele. 
Dias depois, Evan se insinua que morreria por ela. E com isso eles estão dormindo na mesma cama, e mesmo quando Cassie descobre que ele é um mentiroso e pode ser um assassino ela continua com ele.

 Rick Yancey conseguiu fazer este evento tão realista quanto qualquer outro desastre mundial. Além disso, na minha opinião, eu acho que é um pouco ingênuo acreditar que somos a única forma de vida com inteligência no universo. Isso poderia acontecer com a gente? Com certeza! Eu acredito nisso!

Há um medo primitivo que é abordado no decorrer da leitura, que é o medo de estar verdadeiramente sozinho. Quando o inimigo tem  o seu rosto, como você pode confiar em alguém, afinal? Como é que a humanidade vai sobreviver? Unidos, a raça humana tem uma chance de sobreviver. Separados, porém, pela desconfiança, tornam-se seus próprios inimigos. Este é um dos aspectos mais importantes deste livro, é o que torna-o tão desconcertante e desesperador. Como Cassie, o leitor não é capaz de deixar-se confiar em ninguém.  

Spoiler 
Algumas respostas ficam abertas umas delas, a invasão alienígena e do plano ridiculamente artificial e complicado de usar crianças-soldados como a quinta onda. Se você é uma raça alienígena tecnologicamente avançada que viveu há milhares de anos como pura consciência dentro de um super computador e cujo povo não tem nenhum desejo de tomar forma física, então por que você precisa para conquistar um planeta para usar seus recursos? Além disso, por que passar pela dificuldade de treinar soldados humanos quando você já tem seus próprios ninjas assassinos alienígenas para fazer a limpeza para você? 
Fim do Spoiler 

Enfim este livro, é uma bomba-relógio, e você  sentir isso com cada parte do seu ser! Cada página eu devorei avidamente.


Post escrito por Priscila L. C. Mantovani