domingo, 27 de dezembro de 2015

Resenha #31 Reiniciados, de Teri Terry



                                        

As lembranças de Kyla foram apagadas, sua personalidade foi varrida e suas memórias estão perdidas para sempre. Ela foi reiniciada. Kyla pode ter sido uma criminosa e está ganhando uma segunda chance, só que agora ela terá que obedecer as regras. Mas ecos do passado sussurram em sua mente. Alguém está mentindo para ela, e nada é o que parece ser. Em quem Kyla poderá confiar em sua busca pela verdade?



Reiniciados em algumas palavras crime, discriminação, recomeço e amor. 

Eu achei esse livro muito inovador, não tinha lido nada parecido, Teri Terry no apresenta os Reiniciados . Ela traz a  ideia de controla e medir a emoção através do uso de um aparelho chamado Nivo, estes são sensores amarado ao pulso da pessoa programada que a força a um "black out", se os seus níveis de humor ficar muito baixo, se caso eles entrarem em estado de raiva ou depressão que lhes permitiria se machucar ou a outras pessoas. 

O debate que ela apresenta punição versus debate de reabilitação é interessante - eles podem limpar a mente dos assassinos em série, terroristas e dar lhes uma segunda chance na vida como uma pessoa totalmente nova. Mas até onde isso é correto. Porque se  apagarem suas memorias e personalidade, você ainda será você?
O livro deixou muitas duvidas, gostaria de saber mais informações sobre como a sociedade deles foi formada, os detalhes foram introduzidos tarde e ainda há muito que não sabemos. No entanto, eu achei a ideia de um governo de coligação que deu errado muito fascinante, especialmente vendo a Grã-Bretanha tem atualmente um governo assim- composto  de  parte não compatíveis. Como os dois lados tem ideais opostos, eles tentam conciliar suas diferenças, mas não acontecem o que eles realmente queriam. E a forma que encontraram de dar uma segunda chance a  criminosos para ajuda-los a seguir em frente de seus crimes e começar do zero. Mas a pessoa só pode ser reiniciada se ela tiver idade inferior a dezesseis anos, mas quantas crianças de dez anos sai por ai explodindo prédios? Quantas crianças são ativas em atos terroristas? 
E se essas crianças participam de crimes assim, com certeza isso é algo organizado e planejado para elas - seria muito semelhante a prostituição e trabalho infantil- então elas são as vitimas.Os celulares são proibidos para pessoas com idade inferior a 21 anos, para os impedir de organizar encontros ( e, em extensão, para impedi-los de um crime organizado). Mas, quantas pessoas com 20 anos são capazes de se organizar para derrubar um governo? 
Kyla foi reiniciada. Ela foi uma criminosa mas não sabemos o que ela fez, e o governo usou de sua misericórdia e deu-lhe uma segunda chance perante a sociedade. Agora ela deve agir conforme a regras desse novo mundo, ela não terá uma segunda chance, ela tem se adaptar e não pode fazer perguntas. Mas ao longo do caminho, Kyla acaba se questionando, então começa a buscar respostas, mas com isso pessoas próximas que teve algum tipo de contato com ela acaba desaparecendo ou sendo levado. Kyla é atormentada por sonhos estranho durante a noite, sonhos esses que remetem seu passado, e ela tenta juntar as peças desse quebra-cabeça, para descobri quem ela é, antes que seja tarde demais. Ela é uma personagem agradável e inteligente. Mas ainda ficamos com muitas duvidas sobre ela e quais foram seus crimes? O que era ela? Porque o Nivo não estava afetando-a de maneira correta? 
No longo do livro somos apresentados a outros personagens e também ficamos curiosos sobre eles, no meu caso fiquei curiosa, por seus pais, aqueles que  "adotaram" ela. A mãe parece ser uma pessoas má mas ao longo do livro percebemos que ela sofreu muito e esconde algo sobre seu passado. Temos o pai dela que esconde algo e ao mesmo tempo parece ser perigoso. E temos a irmã dela que também é uma reiniciada. 
Após a adaptação da Kyla na casa ela começa a frequentar a escola e descobre uma paixão Ben,que também é um reiniciado.  
Esse livro é uma distopia plausível, assustadora e com dilema morais. Ele deixou muitas perguntas sem respostas, mas como é o primeiro de uma trilogia, espero respostas nos próximos volumes. Eu já estou ansiosa para ler o próximo. Porque apenas o suficiente foi respondido nesse.

Post escrito por Priscila Mantovani