quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Resenha #30 A Rainha Vermelha, de Victoria Aveyard



O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses. Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho? Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe — e Mare contra seu próprio coração.


Esse livro foi sangrento e magnífico. Ele simplesmente me transportou para a vida dos vermelhos e dos prateados.  A Rainha Vermelha foi muito bem escrito e surpreendentemente capturou minha atenção por todo o caminho sendo que terminei ele em apenas dois dias. 

Na Rainha Vermelha vemos uma historia emocionante de desequilíbrio de poder na sociedade.
O qual é  a raiz de todo o mal. 

Nesse livro, temos Cal e Marvem, os príncipes de prata. As elites, a realeza. Além disso, temos Mare Barrow, a protagonista que sangra vermelho e  o melhor esconde uma surpresa um pouco diferente para sua raça e  isso poderá ser o inicio para derrubar a coroa.   Mare cresceu em uma vila com pouco recursos e foi criada consciente da dura realidade que os vermelhos enfrentam, eles são inferiores e são governados pelos prateados. E por ironia do destino ela foi puxada para dentro desse mundo do prateados, ela tem um desejo interno muito forte que é cuidar da sua família e de seus próximos. Ela é forte e soube lidar com situações difíceis, e teve um grande desenvolvimento durante todo o livro.E também temos um triangulo amoroso. Vilões complexos, tudo para complementar a historia. E cada personagem tem diferentes motivações e intenções as vezes boas outras nem tanto. Alguns não são tão nobres quantos outros. 

A Rainha Vermelha tem uma leitura rápida. É um livro distópico perfeito, a historia teve um bom começo apesar de ser um pouco lento e tornou-se mais interessante no decorrer do livro. Eu nunca pensei que isso poderia ser uma combinação perfeita, mas a escritora me provou o contrario. Victoria Averyard moldou seus personagens de forma brilhante do inicio ao fim, e eu estava absolutamente fascinada por eles sendo que não vejo a hora do próximo livro.  

No livro vemos constantemente um forte enfase no poder, politica e lealdade. E o livro também nos ensina lições de vida, de diversas formas. As palavras podem mentir. Qualquer pessoa pode mentir. Tudo isso somado, transforma o livro em algo prazeroso. Eu recomendo A Rainha Vermelha para todos os fãs de distopia. 

Post escrito por Priscila Leite Mantovani