terça-feira, 28 de junho de 2016

Resenha #51 Rurouni Kenshin Especial Versão do Autor de Nobuhiro Watsuki

Rurouni Kenshin Especial: Versão do Autor. (SEM SPOILERS)

Então, você já leu?

A Editora JBC anunciou no final de 2015 que lançaria o mangá, até então inédito no Brasil, Rurouni Kenshin Tokuhitsuban, que acabou com o título Rurouni Kenshin Especial: Versão do Autor. 
Em terras tupiniquins, Rurouni Kenshin ficou conhecido como Samurai X. O personagem principal, Kenshin Himura, carrega uma cicatriz peculiar em forma de “X” no lado esquerdo do rosto.


A obra Rurouni Kenshin Especial: Versão do Autor, lançada em dois volumes, foi produzida pelo Nobuhiro Watsuki Sensei  – após 10 anos do fim da obra original, publicada na Jump Square e lançada na ocasião da estreia do filme live-action (uma trilogia, na verdade).

Mas o que é essa Versão do Autor?
Nobuhiro Watsuki apresenta a história do Kenshin, sob um novo ponto de vista e de uma forma mais dinâmica, do primeiro arco do enredo original.
No volume 1, o autor dividiu em Rurouni Kenshin - Versão Cinematographo e Crônicas da Era Meiji – Ato Zero.



No segundo volume, Watsuki traz a continuação da Versão Cinematographo e encerra com o Ato Final – Rumo à Nova Era.




Mostrando uma história alternativa em que o Samurai Kenshin, já como um andarilho, encontra-se com as pessoas que mudariam seu rumo e o dariam um novo motivo para lutar - Kaoru Kamiya, Sagara Sanosuke, Yahiko Myoujin e Megumi Takani.
Kenshin Himura é ruivo, baixinho e aparentemente inofensivo, mas na verdade é um exímio praticante do Battoujutsu (disciplina das artes marciais japonesas que foca no estudo e na prática do desembainhamento da espada para executar um corte) e carrega nas costas a alcunha de Battousai, o retalhador, o ex-assassino lendário responsável pela morte de inúmeras pessoas na época do Bakumatsu, um período tenso de transição no Japão, onde um caos de ideais, ambições e espadas decidiria o futuro do governo, das relações com países estrangeiros e, principalmente, do modo de vida da sociedade japonesa. 
Todas as mortes são sentidas pelo Kenshin, que decide vagar pelo país em busca de redenção por seus atos e se encontrar como pessoa e samurai. Uma busca pessoal por uma paz interna.


Sem mudar as características dos personagens e com uma nova introdução, Kenshin, no primeiro volume, tem que lidar com os planos cruéis e ambiciosos do Kanryu Takeda, duelar contra o seu futuro melhor amigo Sanosuke Sagara e reencontrar um inimigo do seu passado, que volta com o único intuito de despertar o instinto retalhador do Kenshin e tentar machucar as pessoas que o Kenshin jurou proteger.
No final do primeiro volume é ainda apresentado o Ato Zero, no qual o nosso querido Samurai conhece um “médico” estrangeiro misterioso, em Yokohama, envolvido em problemas com outro médico local. Uma história inédita e sensacional.
O segundo volume traz a continuação da Versão Cinematographo, com reencontros inesperados, a volta do malvadão Kanryu Takeda e o combate mortal de Kenshin contra uma sombra do seu passado.

E então, vale a pena ler a Versão do Autor do Rurouni Kenshin?
Na minha opinião, vale e muito. O autor conseguiu trazer uma história paralela, porém com o mesmo nível da obra original. É fácil perceber a evolução do traço do autor, pra melhor claro. As lutas continuam muito bem desenhadas e os personagens recebem novos adereços em seus vestuários, sem alterar suas principais características.

A JBC fez um ótimo trabalho na edição, diagramação e tradução do mangá, que trouxe ainda free talks com o autor, notas explicativas e making-of de alguns personagens.
A transparência das páginas pode incomodar um pouco em alguns momentos, mas nada que prejudique a leitura ou a compreensão dos desenhos.
O mangá Rurouni Kenshin Especial: Versão do Autor é indicado tanto pros não iniciados na saga do andarilho japonês, quanto aos fãs que adoram qualquer coisa lançada com o personagem.
O mangá foi lançado no Brasil com distribuição nacional e assinatura, em papel off-set, no formato 13,5 cm x 20,5 cm, volume 1 com 180 páginas e o volume 2 com 216 páginas e ao preço de R$ 16,50 cada.

A nota pro mangá?







Állysson Albuquerque é formado em administração e direito, advogado e funcionário público. Leitor assíduo de mangás, HQ’s, livros de fantasia, ficção e mistério, cinéfilo e não perde um episódio de suas séries.

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E em comemoração à primeira resenha do canal sobre mangás o Leitura Mania traz para os leitores e assinantes a seguinte promoção, o sorteio dos dois volumes do mangás, confira as regras no vídeo.
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