segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Vídeo: Ruínas por Peter Kuper| Editora: Marsupial | Blog Leitura Mania

Esse quadrinho você precisa ler: 




O maravilhoso "Ruínas", autoria de Peter Kuper e publicado no Brasil pela editora Marsupial.  

Há tempos queria ler essa hq, na verdade desde 2016, data de seu lançamento no evento CCXP. Mas para meu consolo ao menos consegui o autógrafo do Peter Kuper em "Pau e Pedra", publicado pela editora Quadrinhos na cia. Enfim, sem mais delongas vamos ao que interessa.

O enredo de Ruínas gira em torno de um casal americano que está saindo de Manhattan para tirar um período sabático na cidade de Oaxaca no México. Samantha está indo com o intuito de trabalhar em seu livro sobre histórias e lendas mexicanas, além de melhorar seu espanhol e engravidar. George, por sua vez, acabou de ser demitido do seu emprego como entomólogo (ele passava os dias desenhando e catalogava insetos para o museu de historia natural de Nova York) e torce o nariz só de pensar na ideia de Samantha engravidar. Concomitantemente a tudo isso, temos um paralelo que o autor faz com o fenômeno de migração das borboletas-monarca com a história do casal. Reza a lenda popular, que as borboletas-monarca nada mais são que as almas das crianças mortas que retornam. E a relação da borboleta com o casal você decobrirá no final da historia!!! 


Além de Samantha e George, ainda temos outros personagens que foram bem desenvolvidos. É o caso de Angelina, uma governanta da casa onde o Samantha e George estão no México. Um livreiro que vive na cidade chamado George, sim o mesmo nome do protagonista. E também temos outro  personagem secundário que aparece pouco mas que é importante para o desenvolvimento da historia Francisco que conhece Samantha na cidade de Oaxaca!!! 

Enfim, temos personagens secundários que dão o ritmo da historia. E também temos acontecimentos políticos que a cidade de Oaxaca está enfrentando. 

Peter Kuper utiliza cores suaves frias e quentes de acordo com o clima da historia. As paginas com desenhos sem palavras são fascinantes, uma obra de arte. 

Já o dialogo deixa a desejar. E eu esperava mais do roteiro.