quarta-feira, 19 de julho de 2017

O desastre nuclear de Fukushima em mangá!


Conheçam o mangá de "Ichi F" ou simplesmente: "Fukushima Dai-ichi Genshiryoku Hatsudensho Rodoki (1F: O Diário de Trabalho na Usina Nuclear de Fukushima Dai-ichi)". 


Com a publicação do one-shot "1F: Fukushima Dai-ichi Genshiryoku Hatsudensho Rodoki" na revista Morning, a reação do público foi imediata e o mangá tornou-se um sucesso. Kazuto Takita, o autor, foi agraciado com o prêmio "34th Manga Open" - uma competição organizada pela Morning para encontrar novos talentos. Posteriormente, a obra foi publicado pela editora Kodansha no Japão e concluído em apenas três volumes. Além do Japão, "Ichi - F" foi publicado na França, Alemanha, Taiwan, Itália e mais recentemente na Espanha, pela editora Norma.

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Como o mangá se originou?

Na época, o autor, que atende pelo pseudônimo de Kazuto Tatsuta, passava por dificuldades em sua carreira como mangaká (termo designado aos desenhistas de mangás). Para recuperar sua estabilidade financeira precisou trabalhar, e foi justamente na usinaFukushima Dai-ichi (Central Nuclear de Fukushima I) onde depositou suas esperanças. 




Após sete meses trabalhando na usina "1F", nome pelo qual a usina era conhecida pelos funcionários, Kazuto teve que deixar o trabalho. Devido à exposição à radiação, que estava muito próximo do limite permitido anualmente. Por conta disso, resolveu criar um mangá onde relataria suas experiências na Usina Fukushima.


Páginas coloridas do mangá.

"Nunca me senti em risco físico. Não é possível ver a radiação":

O desastre de Fukushima em março de 2011, a usina nuclear japonesa que foi severamente atingida por um Tsunami. É assim que começa o mangá de Kazuto Tatsuta, narrado por um dos corajosos trabalhadores que, ao longo de anos, trabalhou na limpeza e estabilização da usina.

O mangá de Ichi-F tem como tema o desastre em Fukushima, todavia não limita-se somente a isso. A obra demonstra a força de vontade desses trabalhadores e cidadãos locais que enfrentaram inúmeros desafios, principalmente em como lidar com a  radiação.

Para terem uma ideia, após seis meses trabalhando na usina, o corpo de Tatsuta foi exposto a níveis altíssimos de radiação - muito além do permitido. Por conta disso foi afastado dos trabalhos, dando-lhe tempo para criar essa visão sem precedentes, não autorizada e premiada, da rotina turbulenta em Fukushima.